quinta-feira, Agosto 18, 2005

A melhor coisa da vida é... VIVER!!!

terça-feira, Junho 07, 2005


saudades



i never really had a problem
because of leaving
but everything reminds me of her
this evening
so if i seem a little out of it, sorry
but why should i lie?
everything reminds me of her
the spin of the earth impaled a silhouette of the sun on the steeple
and i gotta hear the same sermon all the time now from you people
why are you staring into outer space crying
just because you came across it and lost it?
everything reminds me of her
everything reminds me of her
everything reminds me of her

segunda-feira, Junho 06, 2005

É interminavel a dor que sentimos quando sentimos que nada mais há para sentir para além de dor...

sábado, Junho 04, 2005

Barçelona



Conheci Barçelona há dois anos, desde então tenho sonhado em voltar... Agora surgiu a oportunidade, vou participar na conferência ICTON 2005, onde vou apresentar um trabalho intitulado "Influence of SOA Based Devices on Optical Single Sideband Signals"... Gaudi here I come...

terça-feira, Maio 31, 2005

last night...



Last night I dreamt
That somebody loved me
No hope, but no harm
Just another false alarm

Last night I felt
real arms around me
No hope, no harm
Just another false alarm

So, tell me how long
Before the last one ?
And tell me how long
Before the right one ?

The story is old - I KNOW
But it goes on
The story is old - I KNOW
But it goes on

Oh, GOES ON
And on
Oh, goes on
And on
The Smiths
{Last night I dreamt that somebody loved me}

domingo, Maio 29, 2005

strange



Strange
Thought I knew you well
Thought I had read the sky
Thought I had read a change
in your eyes
so strange
Woke up to a world
that I am not a part
except when I can play
its stranger

After all
what were you really
looking for
and I wonder
when will I learn
Blue isn't red
everybody knows this
and I wonder
when will I learn
when will I learn
guess I was in Deeper than
I thought I was
if I have enough love
for the both of us

"just stay" you say
"we'll build a nest"
so I left my Life
Tried on your friends
Tried on your opinions
So when the Bridges froze
and you did not come home
I put our snowflake under a microscope

After all
what was I really
looking for
and I wonder
when will I learn
Maybe my wish knew better
than I did
and I wonder
when will I learn
when will I learn
guess I was in Deeper than
I thought I was
if I have enough love
for the both of us

so strange
now I'm finally in
the Party has begun
it's not like I can't
feel you still
but strange
what I will leave behind
you call me one more time
but now I must be leaving
Tori Amos
{Strange}

quinta-feira, Maio 26, 2005



vergiss mein nicht

Moving on

"A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para a frente"
Soren Kierkegaard

quarta-feira, Maio 25, 2005



Até algum tempo persegui os meus sonhos... Agora sinto-me perseguido pelos meus pesadelos...

terça-feira, Maio 24, 2005

guarda alguns sonhos meu bem
dos que não caiem no chão
dos que não partem nas horas de solidão

guarda a criança meu bem
nas linhas claras da mão
onde vozes cantem espantem a escuridão
e enquanto é cedo, brincam os dias
pouco importa fora das fantasias
quando algum medo, estrela vazia
deixar sem segredos toda a poesia!
não te aflijas que tudo vai, vai já passar, vai já passar meu bem...
tudo vai, vai já passar, vai já passar eu sei!
guarda-te bem meu bem que o bem é pouco e já lá vem
o quem é quem, o tem não tem, o mundo inteiro e o ninguém
não te aflijas que tudo vai, vai já passar, vai já passar meu bem...
tudo vai, vai já passar, vai já passar eu sei!
vai, vai já passar meu bem...
vai, vai já passar meu bem...
Quinteto Tati {Vai já passar}

alone



(imagem roubada algures...)

quinta-feira, Maio 19, 2005

Não chores...

"Ele vinte anos, e ela dezoito
e há cinco dias sem trocarem palavra
lembrando as zangas que um só beijo curava
e esta história começa no instante
em que o homem empurra a porta pesada
e entra no quarto onde a mulher está deitada
a dormir de um sono ligeiro

E no quarto, às cegas,
o escuro abraça-o como que a um companheiro
que se conhece pelo tocar e pelo cheiro
e é o ruído que o chão faz que lhe traz
o gosto ao quarto depois de uma ruptura
faz-lhe sentir que entre os dois algo ainda dura
dos dias em que um beijo bastava

E agora, da cama
vem uma voz que diz sussurrando: És tu?
e a luz acende-se sobre um braço nu
e a mulher pergunta: a que vens agora?
é que não sei se reparaste na hora
deixa dormir quem quer dormir, vai-te embora
amanhã tenho de ir trabalhar.

Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais

E o homem, de pé
Parece um rapazinho a ver se compreende
e grita e diz que ele também não se vende
que quer a paz mas de outra maneira
e nem que essa noite fosse a derradeira
veio afirmar quer ela queira ou não queira
que os dois ainda têm muito a aprender

Se temos...! Diz ela
mas o problema não é só de aprender
é saber a partir daí que fazer
e o homem diz: que queres que responda?
Não estamos no mesmo comprimento de onda...
Tu a mandares-me esse sorriso à Gioconda
e eu com ar de filme americano

Somos tão novos, diz o homem
e agora é a vez de a mulher se impacientar
essa frase já começa a tresandar
é que não é só uma questão de idade
o amor não é o bilhete de identidade
é eu ou tu, seja quem for, ter vontade
de mudar e deixar mudar

Não fales, que o bebé ainda acorda
não grites, que o vizinho ainda acorda
e não me olhes, que o amor ainda acorda
deixa-o dormir o nosso amor, um bocadinho mais
deixa-o dormir, que viveu dias tão brutais

E assim se ouviu
pela noite fora os dois amantes falar
e o que não vi só tive de imaginar
é preciso explicar que sou o vizinho
e à noite vivo neste quarto sozinho
corpo cansado e cabeça em desalinho
e o prédio inteiro nos meus ouvidos

Veio a manhã e diziam
telefona ao teu patrão, diz que hoje não vais
que viveste uns dias assim tão brutais
e que precisas de convalescença
sei lá, inventa qualquer coisa, uma doença
mete um atestado ou pede licença
sem prazo nem vencimento, se preciso for
(espero que não seja preciso, porque não
sei como é que eles vão viver sem os
dois salários...)

Vá fala que o bebé está acordado
e vizinho deve estar já acordado
e o amor, pronto, também está acordado
mas tem cuidado, trata-o bem
muito bem, de mansinho
que ainda agora vai pisar outro caminho."

Sérgio Godinho
{2º Andar Direito}

quinta-feira, Maio 12, 2005

Até já... Até sempre...

Hoje a minha vida mudou... Para grande tristeza minha fechou-se um período em que fui muito feliz e em que mudei muito. A estratosfera foi criada durante esse tempo e foi um espaço em que aprendi a partilhar tudo aquilo que me comovia. Aqui (d)escrevi muitos sentimentos que me tinha habituado a guardar só para mim, falei de alegria, de tristeza, de cansaço, de melancolia, de futilidades, de obras de arte, de mim e dos outros...
Nos próximos tempos será muito complicado para mim vir aqui escrever, porque este espaço trás-me recordações que são muito boas, mas nesta fase muito dolorosas.
Queria agradeçer a todos por terem lido, por terem gostado, por terem odiado, por terem rido ou chorado comigo... Obrigado a todos os comentários e a todos os que sem comentarem se sentiram ligados.
Prometo voltar assim que me sentir capaz de escrever... Até lá, se alguém sentir vontade de conversar, o meu email é etgs@portugalmail.pt.
Um grande abraço a todos.

sexta-feira, Maio 06, 2005

Don't be afraid
Open your mouth and say
Say what your soul sings to you
Your mind can never change
Unless you ask it to
Lovingly re-arrange
The thoughts that make you blue
The things that bring you down
Only do harm to you
So make your choice joy
The joy belongs to you
And when you do
You'll find the one you love is you
You'll find you love you

Don't be ashamed
To open your heart and pray
Say what your soul sings
To you
So no longer pretend
That you can't feel it near
That tickle on your head
That tingle in your ear
Oh ask it anything
Because it loves you dear
It's your most precious king
If only you could hear
And when you do
You'll find the one you need is you
You'll find you love you
Massive Attack
{What Your Soul Sings}

quinta-feira, Maio 05, 2005

teardrop



tentei chorar
e não consegui

sexta-feira, Abril 29, 2005

"Vem tristeza, a mais doce das tristezas
Pensava em deixar-te e abandonar-te
Mas agora és aquilo que mais desejo no Mundo"
Saul Bellow
{Morrem mais de Mágoa}

quinta-feira, Abril 28, 2005

tristeza: qualidade ou estado de triste; consternação; dó; aspecto que revela mágoa ou aflição; melancolia; angústia.

segunda-feira, Abril 25, 2005

Back Home

Voltei!!!
Parte 1 - A viagem até Roma

A viagem até Roma foi dolorosamente longa, durou quase 11 horas (entre carro de casa a Aveiro, combóio até Oriente, taxi até ao aeroporto, espera, avião e combóio).
Para além disso, as empresas aviadoras tratam o passageiro quase tão mal como as suas malas, actualmente viajam lado a lado no avião passageiros que pagam bilhetes de 350€ e outros que, graças a promoções, pagam 75€. O resultado é fácil de prever: a qualidade de serviço baixa a niveis aterradores, o número de passageiros aumenta até ao limite, com as óbvias consequencias em termos de espaço e de saturação de ambiente.
Actualmente viajar de avião pode ser muito confortavel, ou muito desconfortavel, consoante se viaje em executiva ou em turística. O resultado é o espelho da nossa sociedade, há uma classe alta muito bem tratada e uma classe baixa que sofre contínuos desrespeitos, deixou de haver a classe média nos vôos...
Para além disso o avião ia pejado de irrequietos italianos, que fizeram o favor de impedir as duas actividades que quem viaja em trabalho deve empreender: descansar ou trabalhar...

Parte 2 - o trabalho

Fui para Itália sem grandes objectivos e planos relativamente a trabalho, sabia apenas que existia um dispositivo que nós não dispomos (um amplificador óptico de semicondutor com características especiais) e o meu objectivo era ganhar algum feeling da sua operação e, se possível, pensar em alguma aplicação para lhe dar no contexto que me interessa.
Os dois primeiros dias foram altamente desmotivantes, nada de interessante aparecia e pensei que a viagem estaria perdida... Mas, derrepente, surgiram umas ideias que salvaram a semana, mas que me obrigaram a trabalho extra, pelo que ainda estou a recuperar do cansaço, ainda estou a escrever este post sob o efeito zombie...

Parte 3 - O turismo

Nunca tinha ido a Roma, pelo que era essencial reservar um tempo para passear um pouco, como o trabalho me ocupou intensamente o dia, os passeios eram sempre à noite... Resultado: muitas horas de sono em atraso. É claro que valeu a pena, Roma é uma cidade de tirar a respiração, em cada esquina uma surpresa, seja uma fonte, uma capela ou uma praça... Em Roma tudo é grande e tudo é abundante... Por outro lado, os italianos descuidam o património que têm, porque higiene, organização e simpatia não são termos que eles reconheçam...
E claro, ir a Roma e não ver o Papa é como nem lá ir... A eleição do Papa coincidiu com a nossa estada e estive no Vaticano poucas horas depois da eleição... Havia um clima especial no ar, um misto de alegria com apreensão (o Papa é tudo menos consensual...).

Parte 4 - Conclusão
Gosto muito de viajar, e visitar Roma foi duplamente agradavel, quer pelos resultados do trabalho, quer pela hipótese de visitar a cidade, mas não há nada como o momento de voltar a casa e descansar um pouco...

PS.: Tenho umas fotos de Roma que gostaria de juntar a este post, mas não estou a conseguir usar o Hello, assim que tiver hipótese faço o upload.

domingo, Abril 17, 2005

Serra da Estrela



Fui passar o fim de semana passado a um dos sítios que mais gosto, a Serra da Estrela. A beleza natural é imensa, infelizmente contrasta com os bairros da lata e com os preços exorbitantes praticados... Assim vai o o nosso país...

Roma

Amanhã vôo para Roma, vou fazer uns testes nos laboratórios que há lá. Espero trabalhar bastante e passear um pouco... Quando voltar conto como foi.
Até lá...

Frog prince


quarta-feira, Março 30, 2005

La Plage



Gozando o Feriado...

sábado, Março 19, 2005

Cansaço

Este fim de semana era para sair e ir fazer a rodagem do carro algures... Zona de Lisboa, Serra da Estrela, Caramulo...Algures...
Afinal dei comigo a chegar de Lisboa à meia noite e ainda ter de trabalhar até às duas da manhã e o fim de semana... Foi-se... É nestas alturas que eu tenho de me auto-relembrar qual foi o motivo altruísta que me levou a optar pela ciência...
Para compensar tenho viagem para Roma em Abril...

quarta-feira, Março 16, 2005

Casa na Colina

Hoje apetecía-me viver numa colina, junto a um rio...


Paul Cézanne

{Houses on the Hill (River Bank) }

A árvore das patacas

Durante os anos que passei a estudar vivia às custas dos meus pais, com a ajuda esporádica de umas Bolsas de Mérito. Desejava ardentemente poder começar a trabalhar, para "ganhar dinheiro" e "tornar-me independente", para "comprar um carro" e para "alugar um apartamento só para mim"...
Começei a trabalhar há cerca de meio ano e amanhã farei a primeira grande compra da minha vida: um carro... novo...
O meu pai teve pena de mim e emprestou-me a maior parte do dinheiro (já se sabe que os bancos são uns vampiros sanguinários...), mas tive de me comprometer em pagar tudo em dois ano, o que dá... Muito dinheiro por mês... Para além disso tenho de me deslocar frequentemente a Lisboa e ficar lá hospedado, o que dá... Muito dinheiro por mês... Já para não falar do seguro do carro (as seguradoras são uns vampíros sanguinários), o que dá... Muito dinheiro por mês... Não esqueçendo de duas refeições por dia e cerca de 1800km por mês, o que dá... Muito dinheiro por mês... Somando tudo e subtraindo ao parco rendimento de alguém que se dedica à ciência dá... Muito pouco dinheiro por mês...
Está desfeito o sonho de ganhar dinheiro e ser feliz, o dinheiro (ou a falta dele...) não trás senão preocupações e muitas contas de cabeça quando vamos ao hiper-mercado (esses vampiros sanguinários)...

la vie...

A vida de um cientista (ou de um projecto de cientista...) é cheia de dias vazios, de ideias que se descobre já terem sido exploradas, de noites mal dormidas a sonhar com números e fórmulas, de apertos de coração quando um qualquer equipamento (que custa dez vezes o nosso salário anual) teima em não funcionar... Mas depois há dias em que se vêm coisas assim:


domingo, Março 06, 2005

Desabrochar



A vida sucede-se de uma forma vertiginosamente rápida, ainda ontem me sentava imóvel no banco de trás a observar a passagem de carros e paisagens, vivia dias iguais mas todos diferentes, em que o hall de minha casa tinha a dimensão de um campo de futebol e o meu mundo estendia-se até ao infinto, que confinava com o fim da minha rua. Esses dias pareceram durar uma eternidade, mas derrepente a avalanche da vida alcançou-me e de um dia para o outro deixei de me sentar no banco de trás, mudei de casa e nunca mais joguei futebol no hall... Agora vivo todos os dias dias diferentes, mas que são sempre iguais, a toda a hora tenho de tomar decisões que afectam irreversivelmente a minha vida e, por vezes, a vida de outros.
Nunca tive vontade de fazer o tempo voltar para trás ou de reviver dias passados, mas há alturas em que gostava de o fazer parar...

Inverno


Cinema II



hoje o céu está mais azul
eu sinto

fecho os olhos,
mesmo assim
eu sinto
o meu corpo estremecer
não consigo adormecer

Amor
nem o tempo vai chegar
pra dizer o quanto eu sinto
você longe de mim

é uma espécie de dor

hoje o céu está mais azul
eu sinto
olho à volta,
mesmo assim
eu sinto
que este amor vai acabar
e a saudade vai voltar

Amor
nem o tempo vai chegar
pra dizer o quanto eu sinto
você longe de mim

é uma espécie de dor

já não sei o que esperar
dessa vida fugidia
não sei como explicar
mas é mesmo assim o Amor

Rosa
{Rodrigo Leão, Cinema}


Rodrigo Leão, que esteve na génese de dois dos mais marcantes grupos de música portuguesa: os Sétima Legião e a Madredeus. Assina agora em nome próprio e é o responsável por um disco de sons que sabe a Mundo e a brisa. Tem o privilégio de contar com a colaboração de Sakamoto e de Beth Gibbons, entre outros. Ao longo da sua carreira Rodrigo Leão tem demonstrado que em Portugal se faz música tão bem como em qualquer outra parte...

terça-feira, Março 01, 2005

Cinema I



Preenchi o meu serão do sabado da semana passada com o filme coreano 'Primavera, Verão, Outono, Inverno... e Primavera' de Kim Ki-Duk. A vida de dois monges que habitam numa casa-barco é metaforicamente comparada com as estações do ano. À primaveril infância, cheia de descobertas e de inocência segue-se o Verão, em que os sonhos e as paixões nos movem com forças de magnitude incompreensível. O Outono aparece sob a forma de desilusão, de engano, de início de queda, a altura em que parece que a força que há pouco nos movia agora serve apenas para estrangular os nossos músculos. O Inverno tem essencialmente um travo a solidão e a resignação, surge a sensação de que desse momento em diante o passar de cada dia tem só o objectivo de tornar mais próximo o fim... Mas uma nova Primavera chega com a vida de uma nova criança, que é capaz de encher um idoso dos sentimentos de que se viu privado desde o fim do Verão.
O filme de Kim Ki-Duk está cheio de beleza e de mensagens que não necessitam de palavras, para além de uma banda sonora capaz de fazer crescer sonhos.


O facto de ter ido ver 'Million Dollar Baby' na noite depois dos Óscares não teve nada a ver com a vaga de estatuetas com que foi condecorado, Clint Eastwood desde há muito que faz parte do meu grupo de actores e (sobretudo) de realizadores favoritos. Desde 'O Bom, O Mau e o Vilão', passando por 'Dirty Harry' e por 'As pontes de Madisson County', entre muitos outros, que Clint Eastowood se asume com um dos grandes nomes do cinema Norte-Americano e de certeza que será uma lenda histórica.
'Million Dollar Baby' tem tudo a ver com 'Primavera, Verão, Outono, Inverno... E Primavera', na medida em que ambos retratam várias fases da vida, neste caso de um treinador/dono de ginásio/enfermeiro de boxe, que já terá visto passar a sua Primavera e o seu Verão e que atravessa um cinzento Outono. A diferença entre os dois filmes acontece na ordem das estações que se seguem. Aqui aparece primeiro uma Primavera e só depois o Inverno. Tal como em 'As pontes de Madisson County' ou em 'Mystic River', o final é tudo menos user-friendly e deixa-nos com a respiração contida durante vários dias...

domingo, Fevereiro 27, 2005

O fim do princípio

Não criei a estratosfera para ninguém em particular nem tão pouco para preencher o meu vazio de exposição, senti simplesmente um desejo de partilhar com o desconhecido (e o conhecido) aquilo que sinto, e as emoções que me causam certas vivências... Entretanto comecei a trabalhar no meu doutoramento e gradualmente fui-me afastando, não porque tenha passado a piada de escrever ou porque a minha vida se tenha tornado tão desinteressante que nada se me assome dizer... O que se passou foi que o meu trabalho me consome grande parte da minha veia criativa e, consequentemente, me sinto um pouco vazio quando me sento à frente do monitor para escrever. Para além disso tenho tido muito pouco tempo em casa para poder escrever com calma.
Passadas algumas semanas sem vir à estratosfera, reparei num dado que me espantou, em pouco mais de 2 meses estratosfera teve cerca de 1500 visitas, o q dá uma média de cerca de 25 visitas diárias... Muito mais do que alguma vez eu imaginei...
Sinto-me muito feliz por poder chegar a tantas pessoas (mesmo sem fazer actualizações à bastante tempo...) e por sentir que há que se identifique comigo.
Este post foi inicialmente pensado como o final, mas não me sinto com coragem para o fazer... Sinto ligado de mais a este espaço.

O meu obrigado a todos por terem vindo... Prometo escrever...

sexta-feira, Janeiro 21, 2005

Mantendo a pausa

Faço uma pausa no meu interregno para dizer que ainda estou vivo e que brevemente voltarei com muitas novidades de Londres...

segunda-feira, Dezembro 20, 2004

Sobrevivendo

Assustado vejo-me no reflexo das molduras do meu quarto, pergunto quem será que me habita, quem consome o oxigénio que me rodeira, quem comanda os braços e pernas que já me pertenceram...
Vejo a vida passar por mim mas não me sinto passar por ela...

Vivendo

É tão duro ter de se SER, que há quem se limite a EXISTIR...

Palavra do dia

Sufocar: perder a respiração...

sexta-feira, Dezembro 17, 2004

Late night

Porque insisto em me deitar tão tarde, quando sei que amanhã vou acordar como se os meus neurónios tivessem todos implodido?...

quinta-feira, Dezembro 16, 2004

An American Prayer

Do you know how pale & wanton thrillful
comes death on a strange hour
unannounced, unplanned for

like a scaring over-friendly guest you've
brought to bed

Death makes angels of us all
& gives us wings

where we had shoulders
smooth as raven's
claws

quarta-feira, Dezembro 15, 2004

Um lugar para estar



When I was younger, younger than before
I never saw the truth hanging from the door
And now I'm older see it face to face
And now I'm older gotta get up clean the place.

And I was green, greener than the hill
Where the flowers grew and the sun shone still
Now I'm darker than the deepest sea
Just hand me down, give me a place to be.

And I was strong, strong in the sun
I thought I'd see when day is done
Now I'm weaker than the palest blue
Oh, so weak in this need for you.
Nick Drake
{Place To Be}

Muitas vezes me tenho perguntado porque será que o mais melancólico é, tantas vezes, o mais belo...Nick Drake tinha 20 anos quando lançou o seu primeiro albúm, "Five leaves left", lançou mais dois: "Bryter Later" (que na altura não terá vendido mais de 4000 cópias) e "Pink Moon", aos 26 tomou uma dose excessiva de anti-depressivos e a sua vida deu lugar à lenda.
A voz serena de Drake é um bálsamo que tomamos em doses de 40 minutos e que nos faz fechar os olhos e chorar por dentro, a tristeza de Drake é assustadoramente bela, perfeita e... calmante...
Nick Drake gravou 3 dos mais belos albúns que conheço, foi incompreendido e isso fê-lo enterrar-se mais nas suas depressões, passou meses em instituições psiquiátricas e numa madrugada de 1974 tomou (propositadamente?...) o caminho da imortalidade. Deixou o Mundo muito mais rico do que o encontrou...
Pudesse eu fazer música como Nick Drake e veria justificada a minha passagem por esta vida...

1000

Curiosamente, fui o milésimo visitante da estratosfera...

segunda-feira, Dezembro 06, 2004

Felicidade

Estamos condenados à infelicidade enquanto não percebermos que a felicidade não é O objectivo, mas sim O caminho...

quarta-feira, Novembro 24, 2004

Ausência



Edvard Munch

They flew over the houses
Clipped the buildings wide
Flew over the rooftops
This time it’s goodbye

I watched the woman waiting
Teardrops in her eyes
I watched the woman waiting
This time it’s goodbye
Perry Blake

Garfield


terça-feira, Novembro 23, 2004

Puerto Rico



Da última vez que aqui estive prometi escrever sobre a minha viagem a Puerto Rico, a verdade é que me tem sido muito difícil escrever, aqui ou em qualquer parte...
Vou tentar hoje...

Antes de mais, um enquadramento, fui a Puerto Rico participar numa conferência sobre Óptica e Opto-Electrónica (nem queiram saber mais pormenores...). Fui apresentar um estudo que efectuámos há uns tempos e que foi seleccionado para participação.
Nunca tinha viajado para um fuso horário tão dispar... Saímos de Madrid por volta da uma da tarde (hora local) e chegámos a Puerto Rico por volta das quatro da tarde (hora local)... Parece que é perto, mais ou menos o tempo que se demora de Lisboa a Bruxelas, mas na verdade o vôo demora 8 horas só que a diferença de fuso horário é de cinco horas.
Antes de aterrarmos ouvimos o comandante (o tipo que conduz o avião...) anunciar que a temperatura local era de........ 30º!!!!!
Puerto Rico é um estado independente associado aos Estados Unidos da América, mas estão completamente contaminados pelo American Way of Life, nos cerca de 40 quilómetros de distância entre o Resort onde ficámos hospedados e a cidade de San Juan, passámos por mais de cinquenta restaurantes de Fast Food, dos quais saliento McDonalds, KFC e Burguer King (mais ou menos os mesmos que nos invadem a dieta...).
No caminho entre o aeroporto e o Resort passámos por aquela que deve ser a estrada principal lá do sítio, é uma experiência muito assustadora assistir à utilização que o automóvel tem, porque lá um Clio ou um Corsa são espécies desconhecidas, eles preferem aqueles mega-carros-americanos, tipo Dogder e outros que tais, com consumos que não devem ser inferiores a uns 13 L/100km, claro que isto parece pouco se tivermos em consideração que a gasolina custa quase um terço do preço cá... Mas se pensarmos que os Estados Unidos são responsaveis por um terço das emissões totais de CO2 para a atmosfera...o caso muda de figura... Durante os 5 dias que lá estive nunca vi ninguém a andar a pé e não vi nenhuma bicicleta (tirando umas que havia para alugar no Hotel)...
Das deslocações que tenho feito, tenho-me apercebido que o nosso país tem muitos defeitos, mas em lado nenhum se cozinha como cá e em lado nenhum se bebe um café como o nosso...
Mas nem só de coisas negativas foi feita a viagem... O hotel era um Mega Resort, com campos de Ténis, 2 campos de Golfe, um rio, 3 lagos, mar, duas piscinas, um slide aquático, dois jacuzzis ao ar livre, ginásio, sala de massagens, música ao vivo quase todos os dias, 5 (ou mais) restaurantes, campo de basket, jardins fantásticos a perder de vista, um casino, lojas... and so on...
O meu momento favorito foi na noite de terça feira, depois de um jogo de basket com uns amigos brasileiros, um egípcio e um Argelino e um pequeno snack começou a chover torrencialmente, então pegámos nos copos de vinho branco e fomos todos para o jacuzzi (ao ar livre)... Não há nada como estar em Novembro, com 25º a chover, num jacuzzi a beber vinho branco...
É claro que depois quando aterrámos em Madrid às sete da manhã, com uns 5 graus... Fiquei muito deprimido e ainda estou a recuperar

PS.: A minha apresentação na conferência correu muito bem...

sábado, Novembro 13, 2004

Back from the caribe

Há já algum tempo que não faço um post aqui no estratosfera, acho que toda a minha criatividade se tem esgotado no trabalho...
Voltei hoje de uma semana em Puerto Rico, onde fui participar na conferência LEOS 2004. Sinto-me renovado...
Amanhã vou tentar escrever sobre o que se passou... Agora vou ver se durmo, porque não há nada pior que o Jet Lag... Hasta...

sábado, Outubro 23, 2004

Aborrecimento




Será o medo do aborrecimento o que me compele a ter sempre mil e uma coisas para fazer?...

Abriste a janela e voaste...

A noite passada acordei com o teu beijo
descias o Douro e eu fui esperar-te ao Tejo
vinhas numa barca que não vi passar
corri pela margem até à beira do mar
até que te vi num castelo de areia
cantavas "sou gaivota e fui sereia"
ri-me de ti "então porque não voas?"
e então tu olhaste
depois sorriste
abriste a janela e voaste

A noite passada fui passear no mar
a viola irmã cuidou de me arrastar
chegado ao mar alto abriu-se em dois o mundo
olhei para baixo dormias lá no fundo
faltou-me o pé senti que me afundava
por entre as algas teu cabelo boiava
a lua cheia escureceu nas águas
e então falámos
e então dissemos
aqui vivemos muitos anos

A noite passada um paredão ruiu
pela fresta aberta o meu peito fugiu
estavas do outro lado a tricotar janelas
vias-me em segredo ao debruçar-te nelas
cheguei-me a ti disse baixinho "olá",
toquei-te no ombro e a marca ficou lá
o sol inteiro caiu entre os montes
e então olhaste
depois sorriste
disseste "ainda bem que voltaste"
Sérgio Godinho
{A noite passada}

Não há prazer maior do que a primeira vez que ouvimos uma música mágica...

terça-feira, Outubro 19, 2004

Questão

Como serão os lugares onde não está ninguém?...

domingo, Outubro 17, 2004

O Principezinho



"(...)
Foi então que apareceu a raposa.
- Olá, bom dia! - disse a raposa.
- Olá, bom dia! - respondeu delicadamente o principezinho que se voltou mas não viu ninguém.
- Estou aqui - disse a voz - debaixo da macieira.
- Quem és tu? - perguntou o principezinho. - És bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Anda brincar comigo - pediu-lhe o principezinho. - Estou triste...
- Não posso ir brincar contigo - disse a raposa. - Não estou presa...
- AH! Então, desculpa! - disse o principezinho.
Mas pôs-se a pensar, a pensar, e acabou por perguntar:
- O que é que "estar preso" quer dizer?
- Vê-se logo que não és de cá - disse a raposa. - De que é que tu andas à procura?
- Ando à procura dos homens - disse o principezinho. - O que é que "estar preso" quer dizer?
- Os homens têm espingardas e passam o tempo a caçar - disse a raposa. - É uma grande maçada! E também fazem criação de galinhas! Aliás, na minha opinião, é a única coisa interessante que eles têm. Andas à procura de galinhas?
- Não - disse o principezinho. Ando à procura de amigos. O que é que "estar preso" quer dizer?
- É a única coisa que toda a gente se esqueceu - disse a raposa. - Quer dizer que se está ligado a alguém, que se criaram laços com alguém.
- Laços?
- Sim, laços - disse a raposa. - Ora vê: por enquanto, para mim, tu não és senão um rapazinho perfeitamente igual a outros cem mil rapazinhos. E eu não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Por enquanto, para ti, eu não sou senão uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me prenderes a ti, passamos a precisar um do outro. Passas a ser único no mundo para mim. E, para ti, eu também passo a ser única no mundo...
- Parece-me que estou a começar a perceber - disse o principezinho. - Sabes, há uma certa flor...tenho a impressão que estou presa a ela...
- É bem possivel - disse a raposa. - Vê-se cada coisa cá na Terra...
- OH! Mas não é da Terra! - disse o principezinho.
A raposa pareceu ficar muito intrigada.
- Então, é noutro planeta?
- É.
- E nesse tal planeta há caçadores?
- Não.
- Começo a achar-lhe alguma graça...E galinhas?
- Não.
- Não há bela sem senão...- disse a raposa.
Mas a raposa voltou a insistir na sua ideia:
- Tenho uma vida terrivelmente monótona. Eu, caço galinhas e os homens, caçam-me a mim. As galinhas são todas iguais umas às outras e os homens são todos iguais uns aos outros. Por isso, às vezes, aborreço-me um bocado. Mas, se tu me prenderes a ti, a minha vida fica cheia de sol. Fico a conhecer uns passos diferentes de todos os outros passos. Os outros passos fazem-me fugir para debaixo da terra. Os teus hão-de chamar-me para fora da toca, como uma música. E depois, olha! Estás a ver, ali adiante, aqueles campos de trigo? Eu não como pão e, por isso, o trigo não me serve de nada. Os campos de trigo não me fazem lembrar de nada. E é uma triste coisa! Mas os teus cabelos são da cor do ouro. Então, quando eu estiver presa a ti, vai ser maravilhoso! Como o trigo é dourado, há-de fazer-me lembrar de ti. E hei-de gostar do barulho do vento a bater no trigo...
A raposa calou-se e ficou a olhar durante muito tempo para o principezinho.
- Por favor...Prende-me a ti! - acabou finalmente por dizer.
- Eu bem gostava - respondeu o principezinho - mas não tenho muito tempo. Tenho amigos para descobrir e uma data de coisas para conhecer...
- Só conhecemos as coisas que prendemos a nós - disse a raposa. - Os homens, agora, já não têm tempo para conhecer nada. Compram as coisas já feitas nos vendedores. Mas como não há vendedores de amigos, os homens já não têm amigos. Se queres um amigo, prende-me a ti!
- E o que é que é preciso fazer? - perguntou o principezinho.
- É preciso ter muita paciência. Primeiro, sentas-te um bocadinho afastado de mim, assim, em cima da relva. Eu olho para ti pelo canto do olho e tu não me dizes nada. A linguagem é uma fonte de mal entendidos. Mas todos os dias te podes sentar um bocadinho mais perto...
O principezinho voltou no dia seguinte.
- Era melhor teres vindo à mesma hora - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três, já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei-de estar toda agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito...São precisos rituais.
- O que é um ritual? - perguntou o principezinho.
- Também é uma coisa de que toda a gente se esqueceu - respondeu a raposa. - É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, têm um ritual, à quinta-feira, vão ao baile com as raparigas da aldeia. Assim, a quinta-feira é um dia maravilhoso. Eu posso ir passear para as vinhas. Se os caçadores fossem ao baile num dia qualquer, os dias eram todos iguais uns aos outros e eu nunca tinha férias.
Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sózinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo.. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com aminha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
(...)"

Trecho de "O Principezinho" de Antoine de Saint-Exupéry

segunda-feira, Outubro 11, 2004

Presente



Um presente para alguém especial.

Melancolia de final de fim-de-semana

Assisti impávido à morte de todas as flores do meu jardim. Fui incapaz de chorar por elas pois tinham-se-me já secado todas as lágrimas de tanto carpir a minha própria morte...

domingo, Outubro 10, 2004

Jeff



Wise men say
It looks like rain today
It crackled on the speakers
And trickled down the sleepy subway trains
For heavy eyes could hardly hold us
Aching legs that often told us
It's all worth it
We all fall in love sometimes

The full moon's bright
And starlight filled the evening
We wrote it and I played it
Something happened it's so strange this feeling
Naive notions that were childish
Simple tunes that tried to hide it
But when it comes
We all fall in love sometimes

Did we, didn't we, should we couldn't we
I'm not sure `cause sometimes we're so blind
Struggling through the day
When even your best friend says
Don't you find
We all fall in love sometimes

And only passing time
Could kill the boredom we acquired
Running with the losers for a while
But our Empty Sky was filled with laughter
Just before the flood
Painting worried faces with a smile

Jeff Buckley morreu em 1997 vítima de afogamento, durante a sua curta vida (30 anos) apenas editou um albúm (três mais seriam editados após a sua morte).
Oiço neste preciso momento a sua voz ecoar nos meus ouvidos e penso que naquele dia de Maio de 97 se terá perdido um dos grandes letristas e cantores da geração de 90.

Woody Allen

Até um relógio avariado está certo duas vezes por dia...

quarta-feira, Outubro 06, 2004

Cúpido

Eu vi quando você me viu
Seus olhos pousaram nos meus
Num arrepio sutil
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou pra dançar
Sem nunca sair do lugar
Sem botar os pés no chão
Sem música pra acompanhar

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu

Eu vi quando você me viu
Seus olhos buscaram nos meus
O mesmo pecado febril
Eu vi... pois é, eu reparei
Você me tirou todo o ar
Pra que eu pudesse respirar
Eu sei que ninguém percebeu
Foi só você e eu

Foi só por um segundo
Todo o tempo do mundo
E o mundo todo se perdeu (2x)
Ficou só você eu eu

Quando você me viu...

Letra de Cláudio Lins
Voz hipnotizante de Maria Rita

domingo, Outubro 03, 2004



Foto roubada algures na net (perdoem-me os defensores dos direitos de autor)

Férias (saudades de)



Esta foto foi tirada no primeiro fim de semana de férias deste ano, algures na Serra do Açor. Foram uns dias de cerveja, banhos no rio, risos, descanso, passeios de carro e a pé, descobertas e muitas outras coisas especiais. Tenho saudades...

P.S.: As duas pessoas que aparecem na foto são dois amigos aos quais NÃO pedi autorização para divulgar esta foto...

sábado, Outubro 02, 2004

O quarto do filho




Here we are stuck by this river
You and I underneath a sky
That's ever falling down down down
Ever falling down

Through the day as if on an ocean
Waiting here always failing to remember
Why we came came came
I wonder why we came

You talk to me as if from a distance
And I reply with impressions chosen
From another time time time
From another time.
Brian Eno
{By this river}

Há duas formas de ouvir esta música : ou se compra o albúm Before and after science do Brian Eno ou se vai ver o magnífico filme "O quarto do filho" do realizador italiano Nanni Moretti.
Eu aconselho que façam ambas as coisas...

Quem és tu?

Quem és tu que assim vens pela noite adiante,
Pisando o luar branco dos caminhos,
Sob o rumor das folhas inspiradas?

A perfeição nasce do eco dos teus passos,
E a tua presença acorda a plenitude
A que as coisas tinham sido destinadas.

A história da noite é o gesto dos teus braços,
O ardor do vento a tua juventude,
E o teu andar é a beleza das estradas.

Sophia de Mello Breyner Andresen

quarta-feira, Setembro 29, 2004

pele terra

dá-me alguma da tua pele terra
tu que não me pedes nada e
me apareces de noite vestida de
nudez pele terra e me abres caminhos
para que te conheça dá-me algum
do silêncio que me dás para que
neles te diga pele terra se de noite
me apareces iluminada de muitos
pássaros a nascer e a voar a
nascer e a voar silêncio pele terra
para que te conheça dá-me o que
dás a todos e nunca deste senão
a mim pele terra tu que me dás
os gestos das minhas mãos
a música das minhas palavras que
me dás pele terra esconde-te
dentro de mim

José Luis Peixoto

Rosa



Em parte alguma me sinto tão bem vindo como nos braços da minha avó, que adoro e que chora de felicidade quando me vê...

Eternidade

"I hope at least we die holding hands for always..."

Salvador



Salvador Dali
{Galatea of the Spheres}

terça-feira, Setembro 28, 2004

Bed time


Sente-me

Queria poder juntar uma mão cheia de palavras e com elas traduzir-te o arrepio que me provocas.

Legião




Quem me dera, ao menos uma vez,
Ter de volta todo o ouro que entreguei
A quem conseguiu me convencer
Que era prova de amizade
Se alguém levasse embora até o que eu não tinha.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Esquecer que acreditei que era por brincadeira
Que se cortava sempre um pano-de-chão
De linho nobre e pura seda.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Explicar o que ninguém consegue entender:
Que o que aconteceu ainda está por vir
E o futuro não é mais como era antigamente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Provar que quem tem mais do que precisa ter
Quase sempre se convence que não tem o bastante
E fala demais por não ter nada a dizer

Quem me dera, ao menos uma vez,
Que o mais simples fosse visto como o mais importante
Mas nos deram espelhos
E vimos um mundo doente.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Entender como um só Deus ao mesmo tempo é três
E esse mesmo Deus foi morto por vocês -
É só maldade então, deixar um Deus tão triste.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do início ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Acreditar por um instante em tudo que existe
E acreditar que o mundo é perfeito
E que todas as pessoas são felizes.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Fazer com que o mundo saiba que seu nome
Está em tudo e mesmo assim
Ninguém lhe diz ao menos obrigado.

Quem me dera, ao menos uma vez,
Como a mais bela tribo, dos mais belos índios,
Não ser atacado por ser inocente.

Eu quis o perigo e até sangrei sozinho.
Entenda - assim pude trazer você de volta prá mim,
Quando descobri que é sempre só você
Que me entende do começo ao fim
E é só você que tem a cura para o meu vício
De insistir nessa saudade que eu sinto
De tudo que eu ainda não vi.

Nos deram espelhos e vimos um mundo doente
Tentei chorar e não consegui.
Legião Urbana
{Índios}

Quantas noites já passei a ouvir esta música, com a voz do Renato Russo a servir-me de auto-estrada para milhares de pensamentos. É uma das mais bonitas músicas que conheço, especialmente a versão acústica. Mas tenham cuidado, há quem afirme que causa melancolia e que é até possivel que durante a sua audição sejam vertidas algumas lágrimas...
São músicas assim que nos fazem crescer.

Esqueci-me

Ontem esqueçi-me de referir duas coisas boas da Bélgica: o chocolate e a cerveja.

segunda-feira, Setembro 27, 2004

The Mons(ter) city



Foi uma semana interessante que passei em Mons, onde conheci outros alunos de doutoramento e pessoas que já levam décadas de investigação, esta foi a parte boa da viagem...
A parte má foi... A chuva... O frio... A comida muito cara e muito fraca... A falta de simpatia dos belgas... O desconforto dos aviões da Virgin... O piloto da vinda que parecia estar a viver o primeiro vôo...

domingo, Setembro 26, 2004

Volteiiiiiii....

I'm back from the Mons(ter) city...

Amanha conto as novidades.

segunda-feira, Setembro 20, 2004

Até breve...

Terça de manhã apanho o avião para Bruxelas, de onde apanharei um combóio para Mons e só virei no fim-de-semana, por isso até lá a Estratosfera estará em "águas de bacalhau"...

PS.: Desejem-me sorte para a minha apresentação...

O fado



Amália Rodrigues

Com que voz chorarei meu triste fado,
que em tão dura paixão me sepultou.
Que mor não seja a dor que me deixou
o tempo, de meu bem desenganado.

Mas chorar não estima neste estado
aonde suspirar nunca aproveitou.
Triste quero viver, poi se mudou
em tisteza a alegria do passado.

Assim a vida passo descontente,
ao som nesta prisão do grilhão duro
que lastima ao pé que a sofre e sente.

De tanto mal, a causa é amor puro,
devido a quem de mim tenho ausente,
por quem a vida e bens dele aventuro.


Ser português é sentir uma permanente melancolia e uma saudade de algo que não conseguimos apontar. Ser português é ter sempre a lágrima ao canto do olho. Ser português é amar o Fado e a Sra. Dona Amália...

sábado, Setembro 18, 2004

Cornualha



Fotografia roubada a Phil Nicholls

Melancolia de final de semana

Se a minha voz tivesse força igual à imensa dor que sinto, o meu grito acordaria o Mundo inteiro.

Tindersticks





If she'd have known
She'd have shown me in
I need to taste her pain
For encouragement

If she'd have known
She'd have shown me in
I need to taste her pain
For accomplishment

See, I can only take it out on you
There's no-one else I can trust
See, I can only take it out on you
There's no-one else but us around

You hide these things so well

There's no finding
You hide these things so well
There's no finding, no finding

And the pink runs into the blue
There are no edges
How do I know where you are tonight?
Need these paper cuts
Need those gravel grinds
Need those pinches to wake me
Give up the drugs
Take the power I offer
Oh the deeper I go
The further I fall
The more I know
The tighter your grip around me
So easily broken
Running down your skin

And the pink runs into the blue
If there's ever anyone else, I'll understand
- And kill them
And I'll overflow your every inlet
You will not cough and spit
You'll welcome me in

And I tell you with my tongue between your toes
If there's ever anyone else
Don't let them do this
And I'll laugh and revel
As you scratch and crawl
If there's ever anyone else
Just show them the ugly mess

You hide these things so well
There's no finding
You hide these things so well
There's no finding, no finding
Tindersticks
{Jism}

Conheci os Tindersticks em 1995, o meu querido tio e amigo Paulo trouxe-me uma cassete gravada da extinta XFM com o concerto "Live at The Bloomsbury Theatre". Era ainda muito novo, mas sinto que essa cassete teve mais impacto em mim do que qualquer outra coisa que eu alguma vez tenha escutado, foi a partir desse momento que eu começei a interessar-me mais pelas lágrimas do que pelos sorrisos de ocasião.
Depois, com a minha amiga Sílvia, começei a descobrir novos albúns deles, cada dois anos saia uma nova preciosidade...
Foi a ouvir os Tindersticks que me fiz quem sou e é esta a música que mais vezes terei ouvido em toda a minha vida. Jism é, para mim, um exemplo de perfeição; tanto os instrumentos, como a voz de Stuart estão tão perto do caos e do ruído como da sensação de conforto que sentimos nos braços de nossas mães. Não se pode ouvir
Jism de animo leve, caso contrário será preciso tomar uns calmantes depois....
Ainda não tinha falado aqui neste meu espaço de abrigo dos Tindersticks porque ainda não tinha sentido que a minha melancolia tivesse atingido o ponto em que preciso de estar para que a música deles me eleve acima das núvens, em direcção à Estratosfera... Até hoje...

Vincent



Vincent van Gogh
{Blossoming Almond Branch in a Glass}

terça-feira, Setembro 14, 2004

Pontos de vista

como as coisas mudam quando estamos apaixonados...
a forma como a música parece sempre falar de nós...
o sorriso que descobrimos nos nosso lábios todas as manhãs...
o último suspiro antes de adormeçermos...

Levem-me também para a Oceania...




One breath away
from Mother Oceania
your nimble feet make prints
in my sand

You have done
good for yourselves
since you left my wet embrace
and crawled ashore

Every boy is a snake is a lily
every pearl is a lynx is a girl

Sweet like harmony
made into flesh
you dance by my side
children sublime

You show me continents
- I see the islands
you count the centuries
- I blink my eyes

Hawks and sparrows
race in my waters
stingrays are floating
across the sky

Little ones
- my sons and my daughters
your sweat is salty - I am why
I am why
I am why
your sweat is salty - I am why
I am why
I am why

Bjork
{Oceania}

Há dias assim, em que nos falta motivo para tudo, para levantar da cama, para trabalhar, para voltar para casa ao fim do dia, para jantar... Penso no teria sido o dia de hoje se não tivesse escutado pela primeira vez o albúm novo da Björk.
Valeu a pena acordar...

Sinto...

Falta-me o ar, os meus pulmões estão à beira do colapso. Estou num quarto estanque e consumi vorazmente as últimas moléculas de oxigénio. Olho para a janela à distância de pouco mais que meio metro, se estender um dos meus braços serei facilmente capaz de a abrir.
Ordeno ao meu braço que se erga e que, com um movimento lesto, a abra… Ordeno novamente… Parece-me que o maldito já não me obedece… Todo o meu corpo parece ignorar a minha vontade, como se desejasse o túnel de que me aproximo.
Porque não correm as minhas pernas no sentido da vida?... Porque teimam os meus braços em me sufocar?...
Reparo melhor e apercebo-me de que afinal sou eu que não obedeço ao meu próprio corpo, sou eu que me recuso a respirar…

segunda-feira, Setembro 13, 2004

Primeiras horas

Interrompo as primeiras horas deste primeiro dia de trabalho para partilhar com todos a minha imensa melancolia...

domingo, Setembro 12, 2004

Mellon Collie and the Infinite Sadness



Wassily Kandinsky
{Black Spot I}

"Black is like the silence of the body after death, the close of life." Wassily Kandinsky, 1911

quarta-feira, Setembro 08, 2004

Pequenos prazeres...

São os pequenos prazeres que nos transportam pela frivolidade de boa parte do nosso dia-a-dia e que nos obrigam a levantar a cabeça da almofada todas as manhãs.
Hoje dei comigo num agradável final de tarde a comer uns tremoços e a beber um fino na Ribeira do Porto... Isso é um pequeno prazer, daqueles que recordamos quando, entediados do trabalho, nos perdemos em recordações do passado próximo.

Gostos...


segunda-feira, Setembro 06, 2004

Aveiro




Como já disse algumas vezes neste blog, terminei o meu curso de Engenharia Electrónica e Telecomunicações em Aveiro este ano. No final tive algumas hipótese de trabalho, as quais implicavam que ficasse a viver em Aveiro ou ir para Lisboa...
Depois de crivar bem as alternativas, restava-me escolher fazer doutoramento em Aveiro ou fazer a mesma coisa em Lisboa, sendo que em Lisboa seria bastante mais bem pago, além de me apresentar mais hipóteses em termos de carreira futura.
Escolhi ir ficando por Aveiro... Motivos? O mais importante é o facto de ter cá a minha familia e os meus amigos e não conhecer nada nem ninguém em Lisboa. Mas há um outro motivo, o por do Sol em Aveiro!
O por do Sol em Aveiro é único no Mundo, o céu fica tingido de cores impressionantes e é como se um manto de calma e segurança nos arrebatasse... Acho que já não seria capaz de viver sem esse momento...

A foto é do meu amigo Bruno Gravato, podem ver mais fotos dele no seu site.

Fim de semana

Sim, é verdade, por motivo de força maior que a minha vontade não fui às Berlengas este fim de semana... Mas a coisa acabou por nem ser tão chata como ameaçava, acabou por se compor, com boa companhia, muita comida e muito vinho...
O local?... Algures perdido no meio da serra...

Wim Mertens



Wim Mertens

Ao contrário do que possa parecer, Wim Mertens não é pintor, é pianista (e também pinta...). Conheci-o ontem, através do albúm Strategie de la Rupture e fiquei absolutamente maravilhado. É muito raro ao ouvir música sentir aquilo que senti quando ouvi este albúm, mas é este raro sentimento que faz com que eu ame a música e procure quase incansavelmente conhecer mais músicos, de áreas diferentes. Creio que foi o desejo de partilhar essa sensação e momentos como este o que me fez criar este blog.
Aconselho todos a procurarem ouvir este albúm... Eu já há algum tempo que não ouvia música que me surpreendesse tanto e que me fizesse passar um tão bom bocado.
Não digo mais, porque qualquer coisa que eu disse-se ia-me sempre parecer pouco para adjectivar este albúm...
OIÇAM!!!!!

sexta-feira, Setembro 03, 2004

Provérbio do dia...

"Quando falares, procura que as tuas palavras sejam melhores que o silêncio."

Provérbio hindu

Berlengas



Era para ir aqui este fim de semana mas já não vou... Culpem o tempo, culpem a falta de disponibilidade da companhia, mas não me culpem a mim...

Palavra do dia...

Palavra do dia: compaixão

Dos dicionários que consultei a expressão sinónima que mais me tocou foi dor perante o mal alheio.
Penso no que seria A Vida se todos sentíssemos um pouco de compaixão...
Suponhamos que de um momento para o outro Mr. George W. Bush sentia compaixão dos seus soldados compatriotas ou dos milhares de civís que são mortos em conflitos de necessidade dúbia...
Suponhamos agora que o Dr. José Barroso (anteriormente conhecido por Durão) sentia um pouco de compaixão de todos nós, abandonados nas mãos de um gay não assumido com um bronzeado que até mete medo e de um outro tipo que acho que foi presidente do Sporting...
Suponhamos ainda que os meus vizinhos sentem um pouqinho de compaixão por mim e evitam ter a música a tocar em altos berros a manhã toda aos Sábados para me deixarem dormir até tarde...
Que belo seria o Mundo...

quinta-feira, Setembro 02, 2004

Calvin strikes again...


Conferência

No post anterior referi que vou à Belgica a uma conferência, na verdade é uma Summer School dedicada ao tema de Tecnologias de Acesso Óptico, realiza-se em Mons, na Bélgica de 22 A 24 de Setembro e podem encontrar mais informações no site oficial. A participação que levo para essa conferência é uma comunicação oral intitulada "Optimization of Wavelength Interleaved Radio-over-Fiber Systems".

Férias... o que resta...

O ano passado praticamente não tive férias, porque entendi que seria uma boa oportunidade aproveitar a interrupção lectiva para fazer um trabalho de investigação no Instituto das Telecomunicações (IT) em Aveiro e assim dar um avanço no projecto de final de curso e também para ir conhecendo por dentro o mundo da investigação cientifica.
Durante este ano lectivo ressenti-me da falta de férias e por isso tomei a decisão de parar um mês e meio antes de começar a trabalhar no novo emprego, supostamente esse mês e meio terminaria em 15 de Setembro, data na qual começaria o meu doutoramento (num futuro mais ou menos próximo eu dou umas dicas sobre aquilo que vou estudar).
Os meus planos para estas férias eram grandiosos: a primeira semana de Agosto seria utilizada para um pequeno descanso e preparação de uma viagem aos Alpes que realizaria na segunda e terceira semana de Agosto, na última semana de Agosto ia ressacar da viagem para o Algarve, com os meus pais, por fim, durante as duas primeiras semanas de Setembro iria a Itália acompanhar M na sua “ambientação”.

No entanto houve alguns percalços:
1 – Os meus pais marcaram férias no Algarve nos primeiros 15 dias de Agosto…
2 – As pessoas com quem ia aos Alpes mudaram de planos e a viagem foi-se…
3 – A viagem à Itália com M foi anulada (ou pelo menos adiada…) por motivos económicos…

Por isso as coisas resultaram do seguinte modo: passei duas semanas tortuosamente longas e desinteressantes com os meus pais no Algarve nos primeiros 15 dias de Agosto, durante a terceira semana de Agosto ocupei-me em não fazer absolutamente nada; na última semana de Agosto o meu pai requisitou-me para umas obras de bricolage cá em casa; estamos agora nos primeiros 15 dias de Setembro e o meu orientador de doutoramento requer a minha atenção e tempo para preparar uma conferência na qual vamos participar na Bélgica de 22 a 25 de Setembro…

Moral da história: para o ano monto a tenda na praia da Barra e deixo-me ideias exageradas…

segunda-feira, Agosto 30, 2004

Feeling blue...